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Pesquisa científica, apoio à vigilância e ensino voltados para a produção, disseminação e divulgação de conhecimento e inovações tecnológicas que subsidiem as políticas de saúde. Essa é a missão no cerne do Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS).


Criado em 1936 como a primeira instituição do gênero na Amazônia, o IEC é um órgão que atua na defesa da qualidade de vida da população brasileira.


Nas décadas de 1970 e 1980, o IEC coordenou uma grande pesquisa clínica com a população do município de Boca do Acre, no Amazonas, que resultou na primeira campanha de vacinação do Brasil contra hepatite B, no final da década de 1980. Pelo êxito desse trabalho no referido município, o MS incluiu o imunizante no calendário de vacinação nacional a partir de 1991.





Na década de 1990, a Seção de Virologia criou o Núcleo de Pesquisas Clínicas (NPC), que atuou, prioritariamente, em estudos relacionados à vacina contra o rotavírus. O estudo contou com a participação de mais de quatro mil pessoas e teve o apoio da Organização Mundial da Saúde e do MS. Em 2006, a vacina contra o rotavírus foi disponibilizada nos postos de saúde pelo Programa Nacional de Imunizações.


O IEC, Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação na Amazônia, vem realizando ações para o fortalecimento das pesquisas clínicas considerando protocolos de estudos sobre novas alternativas para diagnóstico, medicamentos e vacinas.


Em 2021, o IEC concluiu a reforma completa do espaço físico dedicado aos estudos clínicos de vacinas, localizado em seu campus na avenida Almirante Barroso, 492, em Belém, Pará. A reestruturação teve o apoio da Fundação Bill & Melinda Gates. Com isso, a Instituição, que completou 85 anos em 2021, tornou-se um dos poucos centros de pesquisa na Região Norte do Brasil aptos a realizar testes clínicos de vacinas e fármacos.







Estrutura

O Núcleo de Pesquisas Clínicas (NPC) do Instituto Evandro Chagas (IEC)
possui infraestrutura específica para a condução de testes clínicos de vacinas e fármacos em diferentes
especialidades. O NPC tem foco em atrair e promover novos protocolos de estudos aplicados às doenças
infectocontagiosas, especialmente aquelas negligenciadas, para o desenvolvimento de novas tecnologias e
tratamentos aplicados à saúde pública na Amazônia e em todo o território brasileiro.

O NPC está localizado no campus do IEC em Belém, próximo a hospitais públicos e privados da capital paraense, e conta com a seguinte infraestrutura:

- Recepção;

- Área de triagem;

- Duas salas de espera;

- 11 consultórios;

- Sala de reunião;

- Sala de entrada de dados;

- Sala de monitoria;

- Sala de apoio logístico;

- Sala de vacinação;

- Auditório com capacidade para 30 pessoas;

- Sala de programação;

- Arquivo;

- Câmara fria para armazenamento de vacinas/imunobiológicos.

Além disso, no campus de Ananindeua, o IEC possui laboratórios com infraestrutura de alta tecnologia, que podem apoiar o desenvolvimento das pesquisas clínicas:

- Laboratórios de referências para vírus respiratórios, vírus gastroentéricos e enterovírus;

- Laboratório de biologia molecular com sequenciadores genéticos de nova geração;

- Computadores de alta performance para atividades de sequenciamento genético;

- Área laboratorial de nível de segurança NB3 e NBA3.



O que são pesquisas clínicas?

São investigações científicas que envolvem seres humanos.
Elas normalmente têm como objetivo avaliar a segurança e eficácia de novos medicamentos,
vacinas e/ou procedimentos de manejo clínico. Sem essa atividade, não haveria provas
suficientes de que um novo tratamento e/ou vacina são seguros.

Antes do estudo clínico, são realizados os testes pré-clínicos,
que envolvem pesquisa em laboratório e também em animais.

A pesquisa clínica é dividida em quatro etapas:

Fase 1 – Neste momento o estudo clínico envolve um pequeno grupo de voluntários,
geralmente sadios. O objetivo é estabelecer a segurança e tolerabilidade dos seres humanos
ao tratamento, vacina ou fármaco estudados;

Fase 2 – Nesta fase, o tratamento, vacina ou fármacos são administrados ao público-alvo
a quem se destina, com o objetivo de avaliar e obter maiores informações sobre a segurança e eficácia.
Neste momento, a pesquisa é direcionada a um grupo maior de voluntários em relação à primeira fase;

Fase 3 – Nesta etapa, o grupo de voluntários é ampliado para milhares de participantes,
com objetivo de confirmar os resultados da segunda fase, assim como comparar a relação risco/benefício a
curto e longo prazo, entre outros tratamentos já existentes. Após essa fase, se aprovado o tratamento,
vacina ou fármaco, poderá ser autorizado pela Anvisa para comercialização;

Fase 4 – Este momento acontece após a comercialização do produto com objetivo de avaliar as reações
adversas pouco frequentes e não esperadas, assim como explorar novas indicações, métodos de administração ou
combinações.

Benefícios de participar de uma pesquisa clínica:

- Acesso a tratamentos promissores que ainda não estão disponíveis na prática;

- Acompanhamento clínico, por meio de consultas e exames, considerando o protocolo clínico da pesquisa;

- Contribuição voluntária para a ciência, seja na evolução de novos tratamentos, ou fármacos e vacinas.

Direitos de um voluntário durante a pesquisa:

- Privacidade (anonimato): as informações de qualquer participante de
uma pesquisa clínica devem ser mantidas em sigilo e divulgadas somente com a autorização do
participante. De acordo com a resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 466 de 2012, a pesquisa
deve ter mecanismos que assegurem a confidencialidade dos participantes;

- Autonomia: o participante deve ter liberdade para decidir se quer
ou não participar do estudo;

- Esclarecimento: o participante deve ser informado de todos os
procedimentos que serão realizados, assim como ter todas as suas dúvidas esclarecidas;

- Recusa inócua: o participante pode, a qualquer momento ou etapa,
desistir de participar da pesquisa sem qualquer prejuízo a ele pela escolha realizada;

- Salvaguarda de integridade: a saúde do paciente em primeiro lugar,
ou seja, em nenhuma hipótese, mesmo com resultados vantajosos para a ciência, a pesquisa poderá
continuar se houver algum risco ao participante.

Seja um voluntário

O voluntário da pesquisa é fundamental para o desenvolvimento da ciência. Ele é um ser humano, que depois de informado sobre os objetivos, a metodologia, os riscos e benefícios do estudo decide participar voluntariamente de um projeto de pesquisa.


No momento, o Núcleo de Pesquisas Clínicas do IEC está avaliando futuros protocolos de pesquisas relacionadas à COVID-19, e outras enfermidades. Nesse sentido, a equipe está realizando um pré-cadastro de voluntários e em breve, entrará em contato.

As inscrições também podem ser realizadas presencialmente no Núcleo de Pesquisas Clínicas do Instituto Evandro Chagas – Av. Almirante Barroso, n 492 – Marco – Belém - PA (esquina com a Tv. Curuzu).


Horário de Funcionamento: Segunda a sexta de 08h às 11h30 e de 13h00 às 16h30.


Contatos:

Telefone / WhatsApp: (91) 3214-2045 / (91) 99362-5261

E-mail: npcvoluntarios@iec.gov.br e npc@iec.gov.br

Maria Cleonice Aguiar Justino

Pesquisadora em Saúde Pública da Seção de Virologia do Instituto Evandro Chagas (IEC),
médica pediatra, doutora em Doenças Infecciosas pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ),
mestre em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Professora adjunta da UFPA e do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia do IEC.
Atua nas áreas de Pediatria, Doenças Infecciosas e Saúde Pública com linhas de pesquisas nos temas:
Gastroenterites virais, COVID-19 pediátrico, Doença Mão-pé-boca, Doenças de Chagas Congênita,
Ensaios Clínicos com vacinas.

Lattes: Clique aqui

E-mail: mariajustino@iec.gov.br

Contatos

Núcleo de Pesquisa Clínica do Instituto Evandro Chagas

Local: Av. Almirante Barroso, 492 (esquina com a Tv. Curuzu)

Telefone:

E-mail: npcvoluntarios@iec.gov.br e npc@iec.gov.br

Instituto Evandro Chagas
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