ATUAÇÃO DO IEC NO COMBATE À COVID – 19  

  • ATUAÇÃO DO IEC NO COMBATE À COVID – 19   

    ATUAÇÃO DO IEC NO COMBATE À COVID – 19  

     

    NOVO CORONAVÍRUS (SARS CoV-2)

     

    Desde o início da Pandemia do novo Coronavírus (SARS-CoV-2), o Instituto Evandro Chagas, órgão subordinado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (IEC/SVS/MS) vem atuando como uma das referências laboratoriais para a detecção molecular do patógeno. Dessa forma, a instituição colabora para o planejamento nacional e dos governos estaduais de ações de combate para esse vírus, assim como das informações científicas que servirão como base de pesquisas operacionais, no âmbito do IEC, ou ainda de outras instituições.

    A fim de diminuir as dúvidas da população acerca do trabalho do IEC frente a essa pandemia, nossas equipes de profissionais responderam às perguntas mais frequentes em relação ao trabalho na instituição frente à pandemia, e esperamos que dessa forma todos possam entender melhor ainda, qual a atuação do IEC diante desse momento que estamos vivendo.

    Instituto Evandro Chagas: há 83 anos produzindo ciência e tecnologia à serviço da saúde pública.

     

    Sede do IEC

     

    FAQ´s SOBRE A ATUAÇÃO DO IEC NO COMBATE À COVID – 19

     

     

    1. O IEC realiza exames para diagnóstico do novo Coronavírus?

     

    Sim. Porém, o IEC não faz coleta de amostras ou atendimento a pacientes suspeitos do novo Coronavírus. A instituição recebe somente amostras (secreção do nariz/garganta) coletadas em outras unidades de saúde para realização dos exames. Ou seja, o IEC não realiza o atendimento presencial de casos suspeitos de Covid-19.

    Caso tenha necessidade, baixe o APP coronavírus-SUS , na loja de aplicativos do seu celular. Nele, você encontra sugestões dos locais mais próximos para coleta de amostras e todo tipo de atendimento referente à Covid-19.

     

    VOCÊ PODE OBTER INFORMAÇÕES SOBRE ATENDIMENTO A PACIENTES NOS CONTATOS ABAIXO:

     

    Secretária de Estado de Saúde Pública (SESPA): saude.pa.gov.br/coronavirus

    Atendimento: 91 – 99373-6571

    Central de Atendimento de casos suspeitos de COVID-19 (Secretaria Municipal de Saúde de Belém):

    Atendimento 24h: 91-98417-3985

    Atendimento de 08h às 22hs: 91- 3184-6110 / 98568-3067/ 98568-6203

     

    2. Todos os testes do estado do Pará para o novo Coronavírus estão sendo feitos no IEC?

     

    Não. O IEC realizou os testes de biologia molecular para as amostras oriundas do estado do Pará e de outros nove estados da federação até o dia 18/03. E, durante esse período, houve a detecção do primeiro caso de Coronavírus no estado do Pará. Após o treinamento teórico-prático realizado na instituição, os testes passaram também a serem realizados pelo LACEN/PA. Atualmente, o IEC realiza os testes dando apoio ao LACEN/PA, quando acionado, bem como a outros estados do Brasil.

     

    SAIBA MAIS

     

    3. Qual o tipo de teste realizado no IEC para o novo Coronavírus? Somente esses testes estão sendo feitos na instituição?

     

    No momento, o IEC só está realizando os testes de biologia molecular pela técnica de RT-qPCR, que é considerada o padrão-ouro. Esse teste tem por objetivo a detecção do material genético do vírus SARS CoV-2. Dessa forma, não há outro tipo de teste para fins de diagnóstico laboratorial do referido patógeno sendo realizado na instituição na ocasião.

     

    4. Qual o número de testes realizados por dia? 

     

    Varia conforme a demanda, podendo ser de até 200 amostras por dia nesse momento.

     

    5.Os “testes rápidos” anunciados pelo Ministério da Saúde serão realizados no IEC?

     

    Nessa ocasião, não. Os testes rápidos são testes imunocromatográficos que utilizam amostras de sangue para detecção de anticorpos contra o vírus e que são capazes de fornecer os resultados em período de 10 a 30 minutos, conforme o fabricante.

    No entanto, como é necessário algum tempo para que o organismo de um indivíduo desenvolva anticorpos, o teste imunocromatográfico é indicado para estágios mais avançados da doença, isto é, após aproximadamente 8 dias. Esses testes serão realizados na Rede Básica de Saúde, sendo aplicados prioritariamente em grupos definidos pelo Ministério da Saúde.

     

     

    6. Além de paraenses, o IEC está analisando amostras de outros estados? Se sim, quais? E quantas já foram analisadas e quantas estão na fila? O grosso do trabalho é para atender o Pará ou a demanda nacional?

     

    Os testes para a detecção molecular do SARS-CoV-2 realizados no Instituto Evandro Chagas, primeiramente, atendiam a demanda de 10 estados, sendo eles: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande Norte e Roraima. Até o dia 18/03, o IEC era a instituição responsável pela a análise das amostras oriundas desses estados. Porém, com o processo de descentralização da vigilância laboratorial promovido pelo Ministério da Saúde, em que houve um treinamento teórico-prático na instituição com os representantes dos dez Laboratórios Centrais, ocorrido nos dias 17 e 18/03, todos esses estados passaram a realizar os testes in loco. Assim sendo, o Instituto Evandro Chagas tem sido acionado pontualmente por alguns estados para auxílio na realização do diagnóstico laboratorial, especialmente por conta da demanda reprimida, face à elevação do número de casos suspeitos de Covid-19 em todo o Brasil. Paralelamente às ações de auxílio no diagnóstico laboratorial, o IEC tem prestado assessoria a todos os estados sob sua abrangência, na testagem de amostras com resultado inconclusivo, nas discussões dos protocolos e na implementação dos fluxos da vigilância laboratorial da Covid-19.

     

     SAIBA MAIS

     

    7. Quantas pessoas, hoje, trabalham com testagem do Novo Coronavírus no IEC? A demanda da pandemia atrasou ou comprometeu de alguma forma os trabalhos regulares do instituto?

     

    Hoje, 15 pessoas trabalham diretamente no processamento diagnóstico do SARS-CoV-2, composto das etapas pré-analítica, analítica e pós-analítica. Os trabalhos regulares no IEC prosseguem normalmente, porém houve uma reorganização das tarefas, visto o cenário da pandemia e o plano de contingenciamento que foi estabelecido para todos os órgãos da administração pública federal, a fim de evitar a propagação do SARS-CoV-2.

     

    8. Quanto tempo demora para que o teste fique pronto: 

     

    O teste em si é relativamente rápido, normalmente em torno de uma hora e meia a duas horas a partir do momento em que a amostra é inserida no equipamento. Porém, todo o processamento laboratorial até a liberação do laudo com o resultado pode demorar de 24 a 72 horas, dependendo de alguns fatores, como a título de exemplo a quantidade de testes a serem analisados em um mesmo período.

     

    9. De que forma o IEC prioriza os exames?

     

     Os exames são realizados obedecendo à ordem de chegada das amostras na instituição, após a devida notificação do caso. No entanto, caso haja alguma amostra que se enquadre nos critérios de gravidade e/ou urgência, essas são obrigatoriamente priorizadas.

     

      

    10. Qual a eficiência dos testes que são realizados no IEC?

     

    O teste realizado no IEC utiliza a metodologia de diagnóstico de biologia molecular pela técnica de RT-qPCR, que é o teste padrão-ouro para detecção molecular do SARS-CoV-2, reconhecido por todos os organismos oficiais de saúde como o mais sensível e específico. Nessa metodologia, a máquina que realiza o diagnóstico amplifica o RNA do vírus presente na amostra para a identificação do mesmo. 

    Porém, em alguns casos, testes inconclusivos e/ou falso negativos são possíveis. Vários fatores podem levar a um resultado inconclusivo ou negativo em um individuo infectado, incluindo:

     

     

    • Má qualidade da amostra, contendo pouco material do paciente;
    • A amostra foi coletada em uma fase muito precoce ou tardia da infecção;
    • A amostra não foi manuseada e enviada adequadamente;
    • Razões técnicas inerentes ao teste, como mutação do vírus ou inibição de PCR.

     

    Nos casos em que a amostra foi coletada em uma fase muito precoce ou tardia da infecção, é possível que a carga viral seja baixa, ou seja, o vírus ainda não se replicou no organismo em grande quantidade, ou sua replicação está em declínio. Sendo assim, o teste não consegue detectar a presença do patógeno na amostra coletada. A título de exemplo, isso pode acontecer quando a coleta de amostra é feita nos primeiros dias de exposição ao vírus.

    Devido a essa circunstância inerente ao teste, o Ministério da Saúde recomenda que pessoas que tenham tido contato com pacientes com casos confirmados da doença, mantenham-se em isolamento domiciliar, pelo período de 7 a 14 dias, mesmo com o teste negativo.

     

    11. Os pesquisadores do Instituto Evandro Chagas estão estudando uma possível vacina para a Covid-19? Há algum avanço nessa pesquisa? 

     

    Até o momento, o IEC não está envolvido em nenhuma linha de estudo que vise o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19. No entanto, pesquisadores no mundo todo têm trabalhado incessantemente para que uma vacina esteja disponível no menor prazo possível. Entretanto, deve-se levar em consideração que o processo de desenvolvimento de uma vacina é muito complexo e passa por diversas fases, até que seja garantida a eficácia, segurança e a proteção da vacina.

     

    12. Há alguma pesquisa que IEC está fazendo, em relação ao Novo Coronavírus?

     

    O IEC vem trabalhando, dentre outras abordagens técnico-científicas, na estratégia do sequenciamento de nova geração (NGS) do vírus SARS-Cov-2, para obtenção de conhecimento científico sobre a evolução genética (origem, distribuição, rotas de dispersão, etc.) desse vírus, dentre outras informações que possam contribuir para subsidiar a tomada de decisão em saúde pública.

     

    13. Qual a colaboração do IEC junto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS)?

     

    O Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Evandro Chagas (LRV-IEC) é um Centro Nacional de Influenza (NIC, na sigla em inglês) junto à Organização Pan-americana de Saúde e à Organização Mundial da Saúde. Integrando desta forma uma Rede Global de Vigilância e Resposta à Influenza (GISRS, na sigla em inglês) composta por 144 NICs, 6 Centros Colaboradores (CC) e 4 Laboratórios Regulatórios Essenciais distribuídos em 114 estados membros ao redor do mundo.

    Como um NICs, o LVR-IEC atua na linha de frente na vigilância e monitoramento dos vírus influenza e outros vírus respiratórios, entre eles o novo Coronavírus (SARS-CoV-2), sendo responsável por coletar amostras desses vírus e realizar análises genéticas e antigênicas preliminares. Tem como responsabilidade ainda, enviar amostras clínicas representativas e vírus isolados aos Centros Colaboradores da OMS para análise genética e antigênica avançada. Os resultados gerados pelo GISRS formam a base das recomendações da OMS sobre a composição da vacina contra influenza a cada ano, bem como para as atividades relevantes de avaliação de risco da OMS, a exemplo das recomendações da referida organização sobre a pandemia do vírus SARS-CoV-2. Os NICs são instituições nacionais designadas pelos Ministérios da Saúde e reconhecidas pela OMS.

    Em resumo, a missão do GISRS e dos NICs, incluindo o LVR-IEC, é proteger uma determinada região da ameaça da gripe, funcionando continuamente como:

     

    • mecanismo global de vigilância, preparação e resposta à influenza sazonal, pandêmica e zoonótica.
    • plataforma global para monitoramento da epidemiologia e doença da influenza.
    • alerta global para novos vírus influenza e outros patógenos respiratórios.

     

    CONFIRA O VÍDEO SOBRE O TESTE MOLECULAR REALIZADO NO IEC

     

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