As febres hemorrágicas virais (FHV) são importante causa de morbidade e mortalidade, e que em virtude dos riscos de epidemias e de disseminação, são de grande importância em saúde pública no Brasil e no mundo. Diversos vírus são associados com quadros clínicos de FHV, sendo os mais importantes no Brasil os vírus febre amarela, dengue, as hepatites virais B e D, hantaviroses e arenaviroses.

 

Essas enfermidades têm em comum o desenvolvimento de uma síndrome clínica que cursa com manifestações gerais que culminam em suas formas severas em sintomas e sinais de falência de órgãos resultando em alterações hemodinâmicas e manifestações hemorrágicas acompanhadas ou não de insuficiência hepática, insuficiência renal, insuficiência pulmonar e insuficiência cardiovascular. Os mecanismos fisiopatológicos que resultam nesse conjunto de síndromes e insuficiências não são totalmente esclarecidos, pois para muitos dos vírus responsáveis por esses quadros não existem modelos experimentais que reproduzam com eficiência as repercussões cínicas observadas em humanos.

 

Portanto, desconhecem-se em profundidade os mecanismos determinantes de sua gravidade e não se dispõe de testes rápidos e com boa sensibilidade e especificidade para um pronto diagnóstico. O INCT-FHV tem portanto como objetivos: avaliar os principais mecanismos patogênicos que levam a alteração vascular, um dos mais importantes elementos associados à gravidade; investigar a participação da resposta imune inata e adquirida nos eventos lesionais teciduais e de seus fatores determinantes; desenvolver testes sorológicos e moleculares com maior sensibilidade, especificidade e rapidez, pois mesmo o diagnóstico molecular da maioria desses vírus ainda não é plenamente estabelecido, sendo incomum o método de PCR em tempo real para medir a carga viral, um dos aspectos que provavelmente tem participação crucial na patogenia da enfermidade e no desenlace e gravidade do quadro; desenvolvimento de técnicas rápidas como ELISA-IgM rápido (dengue e febre amarela); testes cromatográficos (dengue); produção de proteína recombinante para uso como antígeno específico em testes de ELISA - IgM e IgG para hantaviroses nativas para uso em sorologia de um lado e de PCR em tempo real (dengue, febre amarela, hepatites e hantaviroses) e kits para detecção de antígenos NS1 (febre amarela); detecção de antígenos virais; caracterização da resposta imune inata e adquirida.

 

Desse modo serão analisados aspectos da resposta imune inata in situ para a patogenia das FHV nos órgãos alvo através da identificação do fenótipo das células e expressão de inúmeras citocinas, alterações da estrutura e dos possíveis mecanismos de ativação do endotélio vascular nas FHV através de análise ultraestrutural, da quantificação da expressão de células CD34 e da expressão tecidual de VCAM-1. Finalmente, vamos desenvolver estudos genéticos para a caracterização de polimorfismos genéticos associados com formas severas de dengue.

 

Essas abordagens em conjunto devem gerar grandes informações sobre a fisiopatologia, patogenia e diagnóstico específico que devem facilitar as intervenções de controle das FHV mediante o repasse dos métodos para uso nos laboratórios de referência da Rede de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde com grande repercussão em saúde pública.


 
INCT - Nanotecnologia
Coordenador: Ricardo Bendes Azevedo – UNB
Email: razevedo@unb.br
 
INCT - Innovations on Neglectable Diseases
Coordenador: Carlos Medicis Morel - FIOCRUZ
Email: morel@cdts.fiocruz.br
 
INCT - Insumos para Saúde Pública
Coordenador: Samuel Goldenberg
Email: sgoldenb@fiocruz.br
 
INCT - Dengue
Coordenador: Mauro Martins Teixeira
Email: mmtex@icb.ufmg.br


 

Estrutura Física

:: Vista aérea do complexo de laboratórios do Instituto Evandro Chagas::

 
:: Prédio da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas, sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Febres Hemorrágicas Virais (INCT-FHV) ::
 


 
:: COORDENADOR ::
Pedro Fernando da Costa Vasconcelos
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: pedrovasconcelos@iec.pa.gov.br
fone: 3214-2272
fax: 3214-2299
 

:: VICE-COORDENADOR ::
Márcio Roberto Teixeira Nunes
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: marcionunes@iec.pa.gov.br
fone: 3214-2283
fax: 3214-2299
 

:: PESQUISADORES ::
Sueli Guerreiro Rodrigues
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: suelirodrigues@iec.pa.gov.br
 

Elizabeth Salbé Travassos da Rosa
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: elizabethsalbe@iec.pa.gov.br
 

Ana Cecília Ribeiro Cruz
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: anacecilia@iec.pa.gov.br
 

Daniele Barbosa de Almeida Medeiros
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: danielemedeiros@iec.pa.gov.br
 

Raimunda do Socorro S. Azevedo
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: raimundaazevedo@iec.pa.gov.br
 

Lívia Carício Martins
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: liviamartins@iec.pa.gov.br
 

Helena Baldez Vasconcelos
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: helenavasconcelos@iec.pa.gov.br
 

Eliana Vieira Pinto
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: elianapinto@iec.pa.gov.br
 

Valéria Lima Carvalho
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: valeriacarvalho@iec.pa.gov.br
 

Jannifer de Oliveira Chiang
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: janniferchiang@iec.pa.gov.br
 

José Antônio Picanço Diniz Junior
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: joseantonio@iec.pa.gov.br
 

Vera Barros
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: verabarros@iec.pa.gov.br
 

Manoel do Carmo Pereira Soares
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: manoelsoares@iec.pa.gov.br
 

Nelson Ribeiro Bailão
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: nelsonribeiro@iec.pa.gov.br
 

:: MESTRANDAS ::
Adriana Carneiro

Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: adrianacarneiro@iec.pa.gov.br
 

Darlene de Brito Simith
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: darlenesimith@iec.pa.gov.br
 

Mayra Silva
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: mayrasilva@iec.pa.gov.br
 

:: INICIAÇÃO CIENTÍFICA ::
Keley Nascimento Barbosa Nunes

Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: keleynunes@iec.pa.gov.br
 

Ivy Tsuya Essashika Prazeres
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: ivyprazeres@iec.pa.gov.br
 

Victor Soares Peixoto
Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: victor_vsp@hotmail.com
 

:: PESQUISADOR/COLABORADOR::
Heloisa Marceliano Nunes

Instituição: INCT-FHV/IEC
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: heloisanunes@iec.pa.gov.br
 

Leonardo dos Santos Sena
Instituição: UEPA
Local: Belém-Pará-Brasil
 

José Eduardo Melo dos Santos
Instituição: ICB/UFPA/LABGEN
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: ejmsantos@yahoo.com
 

Emiliana Guerra da Rocha
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: emilguerra@yahoo.com.br
 

Lucidia Fonseca Santiago
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: lucisant@ufpa.br
 

Walace Gomes Leal
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: wgomesleal@gmail.com
 

Marcia Consentino Kronka
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: makronka@gmail.com
 

Ricardo Bezerra de Oliveira
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: rbo@ufpa.br
 

Cristovam Wanderley Picanço Diniz
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: cwpdiniz@ufpa.br
 

Márcia Consentino Kronka Sosthenes
Instituição: ICB/UFPA/LNAF
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: makronka@gmail.com
 

Juarez Antônio Simões Quaresma
Instituição: ICB/UFPA/NMT
Local: Belém-Pará-Brasil
Contato: juarez@ufpa.br
 

João Renato Rebello Pinho
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: jrrpinho@usp.br
 

Michele Soares Gomes Gouvêa
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: gomesmic@yahoo.com.br
 

Maria Irma Seixas Duarte
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: miduarte@usp.br
 

Heitor Franco de Andrade Junior
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: hfandrad@usp.br
 

Carla Pagliari
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: cpagliari@usp.br
 

Roosecelis Araujo Brasil
Instituição: Instituto Adolfo Lutz
Local: São Paulo
Contato: roosebrasil@hotmail.com
 

Isabel Maria Vicente Guedes de Carvalho Mello
Instituição: Instituto Butantam
Local: São Paulo
Contato: imvgcmello@gmail.com
 

Márcia Socorro Cavalcante Porcy
Instituição: LACEN-AP
Local: Amapá
Contato: florenceporcy@uol.com.br
 

Maria Selma Soares
Instituição: LACEN-TO
Local: Tocantins
Contato: selma@saude.to.gov.br
 

:: PÓS-GRADUANDO ::
Amaro Nunes Duarte Neto

Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: amaroduarte@hu.usp.br
 

Elaine Raniero Fernandes
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: elaineraniero@usp.br
 

Naiura Vieira Pereira
Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: naiurav@usp.br
 

:: TÉCNICA EM LABORATÓRIO ::
Cleusa Fumica Hirata Takakura

Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: cleusa.ht@gmail.com
 

:: TÉCNICA EM LABORATÓRIO ::
Monica Rebeca Kauffman

Instituição: Faculdade de Medicina-USP
Local: São Paulo
Contato: monicarebeca@ig.com.br
 

:: CONSULTORES ::
Robert Tesh

Instituição: Universidade do Texas
Local: Galveston, EUA
Contato: rtesh@utmb.edu
 

Alan Barre
Instituição: Universidade do Texas
Local: Galveston, EUA
Contato: abarrett@utmb.edu
 

Amelia Travassos da Rosa
Instituição: Universidade do Texas
Local: Galveston, EUA
Contato: aptravas@utmb.edu
 

Philippe Dussart
Instituição: Instituto Pasteur
Local: Caiena, França
Contato: pdussart@pasteur-cayenne.fr
 

Nathalie Pardigon
Instituição: Instituto Pasteur
Local: Paris, França
Contato: nathalie.pardigon@pasteur.fr
 

Victor Hugo Perry
Instituição: Universidade de Southamptom
Local: Inglaterra
Contato: v.h.perry@sotou.a.c.uk
 

Irene Bosh
Instituição: Universidade de Massachussets
Local: Woncester, EUA
Contato: irene.bosh@umassmed@edu
 

Alan Rothman
Instituição: Universidade de Massachussets
Local: Woncester, EUA
Contato: alan-rothman@umassmed.edu
 

Paula Padula
Instituição: Instituto Carlos Malbrán
Local: Buenos Aires, Argentina
Contato: ppadula@cutci.com.ar
 

Eva Harris
Instituição: Universidade da Caifórnia
Local: Berleley, EUA
Contato: eharris@berkeley.edu
 

INCT-FHV: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Febres Hemorrágicas Virais; ICB: Instituto de Ciências Biológicas; UFPA: Universidade Federal do ParáLABGEN: Laboratório de Genética; LNF: Laboratório de Neuroanatomia Funcional; LACEN-AP: Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Amapá;LACEN-TO: Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Tocantins; UEPA: Universidade do Estado do Pará.


 

Colaborações internacionais durante a vigência do projeto

 
Universidade do Texas- Divisão Médica- UTMB (Galveston, EUA)

Esta colaboração que existe há mais de 10 anos entre o IEC e a UTMB será fortalecida com a estreita colaboração dos Drs. Alan D.T. Barrett e Robert B. Tesh, virologistas renomados da UTMB. A UTMB é uma grande universidade do estado do Texas situada na cidade de Galveston, EUA. Essa universidade é um importante centro de pesquisa biomédica e o grupo do Departmento de Patologia é composto por virologistas e patologistas com larga experiência em arbovírus, particularmente dengue e febre amarela, mas também em hantaviroses e hepatites virais.

A UTMB, igualmente como o IEC, é Centro Colaborador da OMS para Referência e Pesquisa em Arbovírus, sendo o Laboratório de Referência Internacional de Arbovírus. A colaboração que se iniciou há vários anos aumentou a partir de 1998 quando dois pesquisadores do IEC (Pedro Vasconcelos e Márcio Nunes) desenvolveram estudos sobre arbovírus; posteriormente diversas viagens de visitas de pesquisadores do IEC e da UTMB foram realizadas em Galveston e Belém, respectivamente. O Dr. Pedro Vasconcelos em 2002-2003 desenvolveu Pós-doutorado em Galveston (febre amarela) e em 2004-2005 o Dr. Márcio Nunes desenvolveu parte do experimento de seu doutorado (em orthobunyavirus) em Galveston na UTMB.

O resultado dessa colaboração está concretizado em cerca de 20 artigos científicos publicados nesses anos e o desenvolvimento de diversos projetos conjuntos ainda hoje, como é o caso da caracterização molecular de phlebovírus, vírus do grupo Gamboa, Anopheles A, etc. além de financiamento junto ao NIH de projetos obtidos para estudar a epidemiologia da febre amarela na América do Sul. Assim, durante a vigência do projeto e a instalação do Instituto Nacional de Febres Hemorrágicas Virais será ampliado o escopo da colaboração entre IEC e UTMB visando à consecução dos objetivos propostos.

 
Instituto Pasteur, Departmento de Flavivirus (Paris, França) e Departamento de Virologia (Cayena, Guiana Francesa)

A colaboração com o Instituto Pasteur de Paris e Caiena se tornou mais forte após o financiamento obtido junto a Comunidade Européia para um estudo multicêntrico e inovador para dengue que visa o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico virológico e sorológico, inclusive testes rápidos e envolvendo sensores de fibra ótica bem como o desenvolvimento de drogas eficazes contra o vírus dengue, projeto DENFRAME (EC - contrato STREP 2003-INCO-DEV2 – n° 517711), intitulado “Innovative diagnostic tools and therapeutic approaches for dengue” cujo principal objetivo é melhorar o gerenciamento da dengue em populações humanas na América Latina e na Ásia mediante o desenvolvimento de novas abordagens clínicas, laboratoriais e terapêuticas de dengue. Pelo menos três artigos científicos já foram publicados como resultado dessa colaboração e pelo menos outros três estão em fase final de redação e em breve serão submetidos para publicação em revistas científicas (Qualis A).

A rede do Instituto Pasteur é uma poderosa instituição de pesquisa biomédica centrada no Instituto Pasteur de Paris que é referência para uma série de agravos inclusive dengue, febre amarela, hepatites virais, dentre outras e na América Latina dispõe de um grande laboratório na Guiana Francesa, que é um laboratório de referência nacional em dengue e recentemente foi designado como Centro Colaborador da OMS em dengue. A colaboração em Paris será feita com os Drs. Nathalie Pardigon e Philippe Deprés, enquanto que em Caiena será com o Dr. Philippe Dussart, todos os três considerados virologistas conceituados.

 
Universidade de Southampton (Southampton, Inglaterra)

A colaboração com a Universidade de Southampton, vem sendo realizada há vários anos com o Laboratório de Nuroanatomia da UFPA (Prof. Cristovam Diniz) e que nos últimos anos passou a incluir a Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas no tocante ao estudo da contribuição de infecções virais (arboviroses) no envelhecimento e no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Esse estudo experimental já gerou a formação de um doutor e dois mestres e tem a possibilidade de formar ainda um doutor e um mestre, três artigos científicos já foram publicados e outros três estão em preparação.
Portanto, a colaboração com a University of Southampton (Prof. Victor Hugh Perry e equipe) está sendo profícua e o desenvolvimento do projeto do Instituto Nacional de Febres Hemorrágicas Virais é uma oportunidade ímpar para estreitar e fortalecer a colaboração existente no subprojeto de dengue voltado para a neuropatologia e alterações comportamentais em infecções experimentais com cepas neurovirulentas de dengue 3 isoladas pelo IEC de casos humanos de encefalite e encefalomielite.

 
Universidade de Massachussets-Escola de Medicina (Worcester, EUA)

A colaboração com a Universidade de Massachussets-Escola de Medicina-Worcester (UMASSMED) é recente e tem sido mantida com a Dra. Irene Bosch e Dr. Alan Rothman em dengue, especialmente no aspecto molecular. Contato também tem sido mantido com o Dr. Rothman em reuniões de dengue na Organização Mundial de Saúde, onde aspectos da patogenia e virologia molecular têm sido discutidos e alguns estudos estão sendo agendados.
Mais recentemente, temos contado com a colaboração da Dra. Bosch em técnicas de seqüenciamento nucleotídico de cepas de dengue isoladas no IEC através de protocolo comum compartilhado pela UMASSMED, Broad Institute e University of California-Berkeley. Essa colaboração permitiu o rápido seqüenciamento completo de várias cepas de dengue. Assim, a expertise do pessoal da UMASSMED sob a liderança do Dr. Alan Rothman que é Diretor do Centro para Doenças Infecciosas e Desenvolvimento de Vacinas, será primordial para os estudos de patogenia e molecular ficando acordado que alunos de pós-graduação (doutorado) poderão desenvolver parte de seu doutorado em Worcester e contaremos também com a consultoria dos professores da UMASSMED em Belém no Projeto de Dengue (subprojetos 1, 3 e 7-patogenia de dengue).

 
Instituto Carlos Malbrán (Buenos Aires, Argentina)

Há cerca de oito anos iniciamos colaboração com Instituto Carlos Malbrán (ICM) de Buenos Aires, Argentina com a Dra. Paula Padula em Hantaviroses. O Laboratório de Hantavírus da Dra. Padula é considerado o laboratório de referência na América do Sul para hantavioreses. Ela tem experiência no desenvolvimento e produção de proteína de nucleocapsídeo de hantavírus para uso como antíeno recombinante (vírus Andes) em testes de ELISA (IgG e IgM); também tem colaborado com o IEC e outros institutos de pesquisas no Brasil, com apoio no seqüenciamento nucleotídico. A contribuição da Dra. Padula e equipe se dará no subprojeto 5 (hantaviroses) mediante vindas periódicas dela até Belém como consultora e também recebendo integrantes desse subprojeto no ICM.

 
University of California (Berleley, EUA)

Há cerca de dois anos iniciamos colaboração com a Profa. Eva Harris da Universidade da Califórnia em Berkeley em dengue. Estivemos em consultoria em Manágua, Nicarágua, onde a Profa. Harris desenvolve estudos de campo em dengue. Temos participado de diversos comitês em que também a Profa. Harris é membro o que nos possibilitou a discussão e a abordagem de diferentes temas envolvendo o vírus dengue culminando em colaborações entre as instituições. A contribuição da Profa. Eva Harris se dará nos subprojetos de dengue (subprojetos 1, 3 e 4).


 

Principais publicações

 
Vasconcelos PFC. Reflections and hypotheses on the emergence of yellow fever in areas previously free of the disease in Brazil. Rev Saúde Públ. Accepted.
 
ABSTRACT

This article describes and discusses factors related to the emergence and dynamics of yellow fever transmission based on cases reported in the states of São Paulo and Rio Grande do Sul during 2008 and 2009. We considered the following factors as essential for the emergence of yellow fever in these states: a large susceptible human population; the high prevalence of vectors and primary hosts (non-human primates); favorable climate conditions, especially the increased rainfall; the emergence of a new genetic lineage; and the circulation of people and/or monkeys carrying the virus. These simultaneously acting variables were the factors responsible for yellow fever transmission.

 

Nunes MRT, Travassos da Rosa ES, Medeiros DBA et al. (2010). Circulation of hantaviruses in the influence área of the Cuiabá-Santarém (BR-163) Highway. Mem Inst Oswaldo Cruz. In press.

 
ABSTRACT

We describe the evidences of circulation of hantaviruses in the influence area of the Santarém-Cuiabá Highway (BR-163) in the Brazilian Amazon through the prevalence of specific antibodies against hantaviruses in inhabitants living in four municipalities of this area: Novo Progresso (2.16%) and Trairão (4.37%) in Pará State, Guarantã do Norte (4,74%), and Marcelândia (9.43%) in Mato Grosso State. It was also demonstrated the ongoing association between Castelo dos Sonhos virus and Hantavirus Pulmonary Syndrome (HPS) cases in the Castelo dos Sonhos district (Altamira municipality, Pará State) and the first report of CASV in the municipalities of Novo Progresso and Guarantã do Norte. The results of this work may alert for the possible increase of the number of HPS cases and the emergence of new hantavirus lineages associated with deforestation in this Amazonian area after conclusion of paving works on BR-163 Highway.

 

Cardoso JC, Almeida MAB, Santos E et al. Yellow fever vírus isolation from Haemagogus leucocelaenus and Aedes serratus mosquitoes in epizootic áreas, northwestern Rio Grande do Sul State, Brazil, 2008. Emerg Infect Dis. Accepted.

 
ABSTRACT

Yellow fever virus (YFV) was isolated from Haemagogus leucocelaenus mosquitoes during an epizootic in 2001 in the southern Brazilian state of Rio Grande do Sul (RS). In October 2008 an yellow fever outbreak was reported in RS with reports of primate deaths and human cases. This latter outbreak led to the intensification of surveillance measures for the early detection of YFV and to support vaccination programs. We report an entomological surveillance in two municipalities that recorded primate deaths. Mosquitoes were collected at ground level, identified, and processed for virus isolation and molecular analyses. Eight YFV strains were isolated (seven from pools of Hg. leucocelaenus and another from Aedes serratus), six of them were sequenced and grouped in the YFV South American genotype I. The results confirmed the role of Hg. leucocelaenus as the main YFV vector in Southern Brazil and suggest a potential role of Ae. serratus as secondary vector.

 

Travassos da Rosa ES, Medeiros DAB, Elkouri, Mr, D’andrea PS, Bonvicino CR, Lemos ERS, Mendes WS, Simith DB, Vasconcelos PFC (2009). Epidemiology of HPS in Maranhão state, Brazil. Accepted.

 
ABSTRACT

Brazil, a serologic survey using IgG ELISA and phylogenetic studies (N gene sequences) of hantaviruses obtained from HPS cases and wild rodents confirmed the circulation of Anajatuba virus. This virus is transmitted by Oligoryzomys Fornesi and is responsible for HPS cases.

 

Nunes MRT, Nunes Neto JP, Casseb SMM, Nunes KMB, Martins LC, Casseb LMN, Matheus S, Dussart P, Rodrigues SG, Vasconcelos PFC. Evaluation of an Immunoglobulin M-specific capture enzyme-linked immunosorbent assay for rapid diagnosis of dengue infection. J Virol Meth. Accepted.

 
ABSTRACT

Until now, different assays, from serology to molecular biology, have been developed for dengue virus diagnosis. However, there is still an urgent need for accurate, simple and rapid dengue virus infection diagnostic assays to assist patient management. Using a panel of well characterized sera, and also a collection of retrospective samples obtained during the dengue epidemics occurred in Belém, Brazil, between 2002 and 2009, we recently evaluated a modified Immunoglobulin M-specific capture enzyme-linked immunosorbent assay (Rapid-MAC-ELISA) in comparison with the "gold standard" MAC-ELISA in order to assess the specificity, sensitivity, stability, reproducibility and cost-effectiveness of this new assay. Our results demonstrated that the Rapid-MAC-ELISA assay is comparable to MAC-ELISA in terms of sensitivity and specificity, and is highly reproducible; moreover, it is easily performed, less expensive than other formats and can be completed within three hours. Furthermore, the Rapid-MAC-ELISA assay can be used for the diagnosis of dengue virus infections, mainly in resource-limited areas where dengue is endemic.

 

Luciano K Silva, Ronald E Blanton, Antonio R Parrado, Paulo S Melo, Vanessa G Morato,
Eliana AG Reis, Juarez P Dias, Jesuina M Castro, Pedro FC Vasconcelos, Katrina AB Goddard,
Maurício L Barreto, Mitermayer G Reis and M Glória Teixeira. Dengue hemorrhagic fever is associated with polymorphisms in JAK1. European Journal of Human Genetics (2010).

 

Daniel G. Diniz, César A. R. Foro,Carla M. D. Rego,David A. Gloria,Fabio R. R. de Oliveira, Juliana M. P. Paes, Aline A. de Sousa,Tatyana P. Tokuhashi, Lucas S. Trindade,Maíra C. P. Turiel,Erick G. R. Vasconcelos, João B. Torres,Colm Cunnigham,Victor H. Perry,Pedro F. da Costa Vasconcelos and Cristovam W. P. Diniz. Environmental impoverishment and aging alter object recognition, spatial learning, and dentate gyrus astrocytes. European Journal of Neuroscience, Vol. 32, pp. 509–519, 2010.

 

M. S. Gomes-Gouvêa, M. C. P. Soares, G. Bensabath, I. M. V. G. de Carvalho-Mello, E. M. F. Brito, O. S. C. Souza, A. T. L. Queiroz, F. J. Carrilho and J. R. R. Pinho. Hepatitis B virus and hepatitis delta virus genotypes in outbreaks of fulminant hepatitis (Labrea black fever) in the western Brazilian Amazon region. Journal of General Virology (2009), 90, 2638–2643.

 

Cristovam Guerreiro-Diniz, Roberta Bentes de Melo Paz, Mayra Hermínia Simões Hamada, Carlos Santos Filho, Adriano Augusto Vilhena Martins, Heitor Bastos Neves, Elane Domenica de Souza Cunha, Gisele Cristina Alves, Lia Amaral de Sousa, Ivanira Amaral Dias, Nonata Trévia, Aline Andrade de Sousa, Aline Passos, Nara Lins, João Bento Torres Neto, Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, Cristovam Wanderley Picanço-Diniz. Hippocampus and dentate gyrus of the Cebus monkey: Architectonic and stereological study. Journal of Chemical Neuroanatomy.

 

Manfred Weidmann, Ousmane Faye, Oumar Faye, Ramon Kranaster, Andreas Marx, Marcio R.T. Nunes, Pedro F.C. Vasconcelos, Frank T. Hufert, Amadou A. Sall. Improved LNA probe-based assay for the detection of African and South American yellow fever virus strains.Journal of Clinical Virology.

 

Maria Aparecida A. Figueiredo, Laura C. Rodrigues, Maurício L. Barreto, José Wellington O. Lima, Maria C. N. Costa, Vanessa Morato, Ronald Blanton, Pedro F. C. Vasconcelos, Márcio R. T. Nunes, Maria Glória Teixeira. Allergies and Diabetes as Risk Factors for Dengue Hemorrhagic Fever: Results of a Case Control Study. PLoS Neglected Tropical Diseases.

 

Mendes WS, Silva AAM, Neiva RF et al. (2010). Serologic survey of Hantavirus infection, Brazilian Amazon. Emerg Infect Dis 16(5): 889-891. DOI: 10.3201/eid1605.090766

 

Cruz ACR, Galler R, Silva EVP et al. (2010). Molecular epidemiology of dengue virus serotypes 2 and 3 isolated in Brazil, from 1991 to 2008. Rev Pan Amaz Saúde. Accepted.

 

Sousa AA, Reis RR, Bento-Torres J et al. (2010) Enriched environment reduces microglial activation, extracellular matrix damage, and neuroinvasion following viral encephalitis: CA3 stereological analysis and behavioral changes in the albino Swiss mouse model. Brain Behavior and Immunity. Accepted .


 

Grupos de pesquisa

Grupos de pesquisa e linhas de pesquisas individualizadas por pesquisador e vinculadas ao projeto do Instituto Nacional de Febres Hemorrágicas Virais e atividades a serem desenvolvidas/coordenadas no escopo do projeto.

 
Prof. Dr. Pedro Fernando da Costa Vasconcelos (pedrovasconcelos@iec.pa.gov.br):

Médico, doutor em Medicina e Saúde pela UFBA (Salvador, BA), pós-doutorado na University of Texas Medical Branch (Galveston, EUA), é chefe da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas, membro titular do Comitê Assessor do CNPq para Microbiologia e Parasitologia, membro dos comitês da OMS para Dengue, Febre Amarela e Vacina para dengue e outros flavivírus (Genebra, Suíça); membro do comitê Nacional de Febre Amarela e Hantaviroses (Brasília, DF), membro do comitê sobre a Influência do Cambio Climático sobre a Epidemia de Dengue nas Américas (Cidade do México); membro do Américas Dengue Prevention Board (Seul, Coréia).

 

É professor permanente dos Cursos de Pós-graduação em Biologia dos Agentes Infecciosos e Parasitários e de Medicina Tropical da UFPA. Gupos de Pesquisas: Arbovírus (líder), Biologia Molecular dos Arbovírus e Vírus Causadores de Febres Hemorrágicas (pesquisador); Clínica das Febres Hemorrágicas Transmitidas por Vírus (líder); Epidemiologia das Febres hemorrágicas por Arbovírus na Amazônia Brasileira (líder). Linhas de pesquisas: Caracterização molecular de Flavivirus; Dengue; Estudo de epidemias de dengue incluindo dengue hemorrágica; Febre amarela; Epidemiologia Clínica da Febre Amarela; Estudo sorológico das hantaviroses na Amazônia brasileira; Caracterização molecular de hantavírus; Epidemiologia molecular de flavivírus patogênicos para humanos; Atividades no projeto: coordenação geral, coordenação do comitê gestor, coordenação do subprojeto 2; atividade de pesquisa nos subprojetos 1, 3, 4 e 5; orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Prof. Dr. Márcio Roberto Teixeira Nunes (marcionunes@iec.pa.gov.br):
Biomédico pela Universidade Federal do Pará (1997), especialização em biologia molecular pela Universidade do Texas - Galveston (1998), mestrado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (2002), pesquisador visitante no Departamento de Patologia da Universidade do Texas-Galveston-USA (2004) e doutorado em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará (2005).

Atualmente é pesquisador do Instituto Evandro Chagas e consultor da UNESCO. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Arbovirologia, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento de técnicas moleculares para o diagnóstico rápido de arbovírus, caracterização genética de arbovírus (dengue, Oropouche, outros orthobunyavirus, reovirus, arbovírus não grupados, etc.) e outros vírus de vertebrados (vírus da raiva e hantavirus). Grupos de pesquisas: Arbovírus (pesquisador); Biologia Molecular dos Arbovírus e Virus Causadores de Febres Hemorrágicas (Líder); Clínica das Febres Hemorrágicas Transmitidas por Vírus (pesquisador); Epidemiologia das Arboviroses Epidêmicas na Amazônia Brasileira (pesquisador); Hantavírus (pesquisador). Linhas de pesquisas: Caracterização molecular de Flavivirus; Caracterização molecular de hantavírus; Dengue; Epidemiologia clínica do dengue hemorrágico; Epidemiologia molecular de flavivírus patogênicos para humanos; Febre amarela; Identificação genética de hantavírus em amostras humanas e de roedores. Atividades no projeto: vice-coordenador do projeto; membro do comitê gestor; coordenador do sub-projeto 1; pesquisador nos subprojetos 2 e 5; orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Profa. Dra. Ana Cecília Ribeiro Cruz (anacecilia@iec.pa.gov.br):
Biomédica pela Universidade Federal do Pará (1989), mestrado em Biologia Celular e Molecular - Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (1994) e doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (2005). Atualmente é pesquisador do Instituto Evandro Chagas.

Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Molecular e de Microorganismos, atuando principalmente nos seguintes temas: arbovirus, dengue virus, flavivirus, dengue e aedes aegypti. Gupos de pesquisas: Arbovírus (pesquisador); Biologia Molecular Dos Arbovírus e Vírus Causadores De Febres Hemorrágicas (Líder); Clínica das Febres Hemorrágicas Transmitidas por Vírus (pesquisador); Epidemiologia das Arboviroses Epidêmicas na Amazônia Brasileira (pesquisador). Linhas de pesquisas: Caracterização molecular de Flavivirus; Dengue; Epidemiologia Clínica da Febre Amarela; Epidemiologia clínica do dengue hemorrágico; Epidemiologia molecular de flavivírus patogênicos para humanos; Estudo de epidemias de dengue incluindo dengue hemorrágica; Estudos da circulaçao endêmica das arboviroses epidêmicas; Febre amarela. Atividades no projeto: pesquisadora nos subprojetos 1 e 2; orientação de alunos (graduação e mestrado).

 

Prof. Dr. Juarez Antônio Simões Quaresma (juarez@ufpa.br):

Médico com especialização/residência médica em Anatomia Patológica, tendo concluido o doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo em 2003. Atualmente é Professor Adjunto III do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará e Pesquisador Colaborador do Instituto Evandro Chagas. Atua na área de Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica, Patologia Celular e Patologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias, desenvolvendo trabalhos tanto na área humana quanto em modelos experimentais. Atualmente orienta 6 dissertações de mestrado e 5 teses de doutorado.

É Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e membro revisor do Journal of Pediatrics Infectious Disease. Em seu currículo Lattes os termos mais freqüentes na contextualização da produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: histopatologia, Imunopatologia, Epidemiologia, Etiopatogenia, Doenças tropicais, imunohistoquímica, Anatomia Patologica, Febre amarela, Patologia. Grupos de pesquisa: Investigação multidisciplinar em patologia tropical (líder), pesquisa em etiopatogenia clínica e epidemiologia do processo saúde doença em ambientes amazônicos (pesquisador).

 

Prof. Dr. José Antônio Picanço Diniz (joseantonio@iec.pa.gov.br) :
Médico Veterinário pela Universidade Federal Fluminense (1991), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996) e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é pesquisador do Instituto Evandro Chagas.

Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase na morfologia protozoários e vírus, atuando principalmente nos seguintes temas: ultraestrutura de protozoários coccídios de répteis (gênero Garnia, Fallisia e Plasmodium), Foncecaea pedrosoi, arbovíruse e nos dois ultimos anos com protozoários do gênero Leishmania . Grupo de pesquisa: Arbovírus (pesquisador); Linhas de pesquisa: Estudos ultraestruturais de arbovírus. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 3; orientação de alunos (graduação e mestrado).

 
Profa. Dra. Elizabeth Salbé Travassos da Rosa (elizabethsalbe@iec.pa.gov.br)

Graduação em Farmácia Bioquímica pela Universidade Federal do Pará (1977) e doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (2008). Atualmente é pesquisador do Instituto Evandro Chagas. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: raiva e hantavírus. Grupos de pesquisa: Biologia Molecular dos Arbovírus e Virus Causadores de Febres Hemorrágicas (Líder); Epidemiologia das Arboviroses Epidêmicas na Amazônia Brasileira (pesquisador); Hantavírus (Líder).
Linhas de pesquisa: Caracterização molecular de hantavírus; Estudo sorológico das hantaviroses na Amazônia brasileira; Hantavírus e roedores silvestres; Identificação genética de hantavírus em amostras humanas e de roedores; Epidemiologia Clínica da Febre Amarela; Epidemiologia clínica do dengue hemorrágico; Estudo de epidemias de febre amarela. Atividades no projeto: pesquisador dos subprojetos 1 e 2; coordenação do subprojeto 5; orientação de alunos (graduação e mestrado).

 

Dr. Manoel do Carmo Pereira Soares (manoelsoares@iec.pa.gov.br):
Médico pela Universidade Federal do Pará (1982), especialização em Genética Médica pela Universidade Federal do Pará (1986) e especialização em Medicina Tropical pela Universidade Federal do Pará (1987). Atualmente é Médico do Instituto Evandro Chagas onde chefia a Seção de Hepatopatias. Tem também experiência na área de Saúde Coletiva. Grupos de pesquisas: Grupo do Fígado do Hospital Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (pesquisador); Hepatologia tropical (Líder); Epidemiologia na Amazônia (pesquisador). Linhas de pesquisa: Hepatite na Amazônia; Doenças hepáticas crônicas. Atividades no projeto: Membro do comitê gestor; coordenador do subprojeto 6.

 

Prof. Dr. Nelson Ribeiro Bailão(nelsonribeiro@iec.pa.gov.br):
Graduação em Biologia Bacharelado Modalidade Médica pela Universidade Federal do Pará (1997), mestrado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (2000) e doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Pará (2006). Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Citogenética Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: citogenética, citotaxonomia, diagnóstico de agentes infecciosos virais, produção de iniciadores e citogenética humana. Grupos de pesquisas: Grupo de Citogenética e Biodiversidade (pesquisador); Hepatologia tropical (pesquisador). Linhas de pesquisa: Hepatite na Amazônia. Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 76.6; membro do comitê gestor (suplente); orientação de alunos (graduação e mestrado).

 

Dra. Michele Soares Gomes Gouvêa (gomesmic@yahoo.com.br):
Graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Pará (2001) e mestrado em Ciências pela Comissão de Pós-Graduação em Ciências da CCD (2005). Atualmente é biologista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo - FMUSP. Tem experiência na área de Biologia Molecular e Virologia, com ênfase em Hepatites Virais. Grupos de pesquisa: Hepatologia tropical (pesquisador). Linhas de pesquisa: Hepatite na Amazônia. Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 6.

 

Dra. Heloisa Marceliano Nunes (heloisanunes@iec.pa.gov.br):
Médica pela Universidade Federal do Pará (1979), mestrado em Medicina Tropical pela Universidade Federal do Pará (2005) , aperfeicoamento em Curso de Aperfeiçoamento Em Tisiologia pelo Instituto de Tisiologia e Pneumologia (1990) e aperfeiçoamento em Saúde de Populações Indígenas pela Fundação Oswaldo Cruz (1998) . Atualmente é Médico do Ministério da Saúde. Tem experiência na área de Medicina. Atuando principalmente nos seguintes temas: Hepatites B e D, Prevalência, Apyterewa, Parakanã. Grupos de pesquisa: Hepatologia tropical (pesquisador). Linhas de pesquisa: Hepatite na Amazônia. Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 6.

 

Prof. Dr. João Renato Rebello Pinho (jrrpinho@usp.br):
Possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (1985) e doutorado em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela Universidade de São Paulo (1995). Atualmente é médico do Departamento de Patologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein e do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, onde é responsável pelo Laboratório de Gastroenterologia e Hepatologia Tropical, no Instituto de Medicina Tropical. Tem experiência nas áreas de Biologia Molecular e Microbiologia, com ênfase em hepatites virais e outras hepatopatias. Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 6.

 

Profa. Dra. Isabel Maria Guedes de Carvalho Mello (imvgcmello@gmail.com):
Grupo de pesquisa: Imunologia Viral – IBU (pesquisador): Possui graduação em Bacharel e Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Gama Filho (1986), mestrado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) e doutorado em Ciências (Fisiopatologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (2006). Atualmente é pesquisador científico III do Instituto Butantan. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Virologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Virologia, Hepatites virais, HIV, Filogenia, Epidemiologia molecular e Heterogeneidade genética.. Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 6.

 

Prof. Dr. Ricardo Bezerra de Oliveira:
Graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Pará (1991), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Neurociências e Biologia Celular pela Universidade Federal do Pará (2007). Atualmente é professor adjunto I da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Biofísica, com ênfase em Meio Ambiente, neuroanatomia e farmacologia atuando principalmente nos seguintes temas: neurocomportamento animal, poluição por metais e farmacologia de plantas medicinais. Grupo de pesquisa: Forma e Função no Sistema Nervoso Central Normal e Alterado de Mamíferos (pesquisador). Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 3.

 

Profa. Dra. Lucídia Fonseca Santiago:
Graduação em Odontologia pela Universidade Federal do Pará (1991), graduação em Licenciatura em Biologia pela Universidade Federal do Pará (1986), Especialização em Ensino de Ciencias (Ufpa), Especialização em Morfologia (Ufpa), Mestrado em Ciências Biológicas, área de concentração: Biologia de Agentes Parasitários e Infecciosos pela Universidade Federal do Pará (1998) e Doutorado em Ciências Morfológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Histologia e Anatomia dentária; Epidemiologia de doenças transmíssiveis, atuando principalmente nos seguintes áreas: Educação em ciência, Neurociencias e Educação em Saúde Bucal. Grupo de pesquisa: Forma e Função no Sistema Nervoso Central Normal e Alterado de Mamíferos (pesquisador). Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 3.

 

Profa. Dra. Márcia Consentino Kronka Sosthenes:
Graduação em Odontologia pela Universidade de São Paulo (1996), mestrado em Ciências Morfofuncionais pela Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Ciências Morfofuncionais pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professor efetivo adjunto e membro de grupo de pesquisa do Laboratório de Neuroanatomia Funcional do ICB da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: alterações mastigatórias e declínio cognitivo, mucosa oral, microvascularização, envelhecimento, microscopia eletrônica e angioarquitetura. Grupo de pesquisa: Forma e Função no Sistema Nervoso Central Normal e Alterado de Mamíferos (pesquisador). Atividades no projeto: Pesquisador do subprojeto 3.

 

Prof. Dr. Walace Gomes Leal:
Biomédico graduado pela UFPA (1996) com mestrado em Ciências Biológicas, área de concentracão Neurociências, UFPA (1999). Doutorado na área de Neuropatologia Experimental (CNS inflammation Group da Universidade de Southampton, Inglaterra/CCB,UFPA, Brasil).
Trabalha com um modelo de lesão aguda da medula espinhal e a contribuicão do processo inflamatório. Pós-doutorado em neurogênese e terapia celular pelo Wallenberg Neuroscience Center, Section of Restorative Neurology, da Universidade de Lund, Suécia. Atualmente é professor de graduação e Pós-Graduação do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA. Coordena o Laboratório de Neuroprotecão e Neurorregeracão Experimental, onde investiga os mecanimos neurodegenerativos e neurogênicos em modelos experimentais de desordens neurais agudas. Grupos de pesquisa: Forma e Função no Sistema Nervoso Central Normal e Alterado de Mamíferos (pesquisador). Linha de pesquisa: Doencas neurodegenerativas agudas e cronicas do sistema nervoso central e o papel de agentes infecciosos para o agravamento destas doencas. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 3; atividade em curso de pós-graduação em Neurociências (UFPA); orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Prof. Dr. José Eduardo Melo dos Santos:
Biomédico pela Universidade Federal do Pará (1990), mestrado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade de São Paulo (1992) e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (1999). Docente desde 1994, atualmente é professor adjunto IV do Instituto de Ciências Biológicas. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética Humana e Médica, atuando principalmente nos seguintes temas: genética de populações, imunogenética e predisposição genética à doenças complexas. Grupos de pesquisa: Genética do Câncer, Mutagênese e Genomas Virais (pesquisador); Genética Humana e Médica - (pesquisador). Linha de pesquisa: Genética de populações humanas da Amazônia. Atividades no projeto: coordenador do subprojeto 4; atividade em curso de pós-graduação em Genética e Biologia Molecular (UFPA); orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado.

 

Prof. Dr. Leonardo dos Santos Sena:
Bacharelado em Ciências Biológicas pela UFPA (1995) , mestrado pela Universidade Federal do Pará (1998) e doutorado em Ciências Biológicas pela UFPA (2003) . Atualmente é Professor do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia e Professor de Imunologia da UFPA. Tem experiência na área de Genética , com ênfase em Genética Animal. Grupos de pesquisa: Laboratório de Polimorfismo de DNA - UFPA (pesquisador); Genética Humana e Médica -(pesquisador). Linha de pesquisa: Genética de populações humanas da Amazônia. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 4; atividade em curso de pós-graduação em Genética e Biologia Molecular (UFPA); orientação de alunos (graduação e mestrado).

 

Profa. Dra. Maria Irma Seixas Duarte:
Médica Patologista pela Universidade Federal da Bahia (1967), Doutora doutorado em Patologia pela Universidade Federal de São Paulo (1975) e Profa. Titular de Patologia das Moléstias Infecciosas do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP (São Paulo) e responsável pelo Laboratório da Disciplina de Patologia de Moléstias Transmissíveis do Departamento de Patologia da FMUSP; coordenadora do curso de pós-graduação em Patologia da Faculdade de Medicina da USP Grupos de pesquisa: Doenças infecciosas e resposta inflamatória tecidual do hospedeiro-USP (líder); Linhas de pesquisas: 1. Desenvolvimento e implantação de métodos e técnicas para o estudo e diagnóstico das doenças infecciosas; 2. Estudo tecidual da resposta compartimentalizada fenotípica e de citocinas em doenças infecciosas e ou inflamatórias (líder). Atividades no projeto: Coordenação do subprojeto 7, coordenação de curso de pós-graduação em patologia (FMUSP); membro do comitê gestor; orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Prof. Dr. Cristovam Wanderley Picanço Diniz:
Médico Doutor em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ, com pós-doutorado pela University of Southampton (Inglaterra); é ex-reitor da UFPA, pesquisador e professor do Curso de pós-graduação em Neurociências da UFPA; Atualmente é Prof. Associado do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará e Chefe do Laboratório de Neuroanatomia Funcional. Tem experiência científica na área de Morfologia, Eletrofisiologia e Comportamento Animal e suas relações com o Sistema Nervoso Normal e Alterado pela Doença Crônica Neurodegenerativa (Doença Prion), por Infecção por Arbovírus, por Mudanças Nutricionais perinatais e MeHg. Grupo de pesquisa: Forma e Função no Sistema Nervoso Central Normal e Alterado de Mamíferos (líder). Linhas de pesquisas: Doenças neurodegenerativas agudas e crônicas do sistema nervoso central e o papel de agentes infecciosos para o agravamento destas doenças. Atividades no projeto: Coordenação do subprojeto 3; atividade em curso de pós-graduação em Neurociências (UFPA); membro do comitê gestor; orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Prof. Dr. Heitor Franco de Andrade Junior:
Médico Patologista, livre docente Doutor e Prof. Associado de Patologia de Moléstias Transmissíveis da Faculdade de Medicina da USP (São Paulo) e Chefe do Laboratório de Protozoologia do IMTSP da FMUSP e atua na área de imunologia aplicada e imunopatologia; É Presidente da Comissão de Pós-graduação da FMUSP e professor do curso de pós-graduação em Patologia das Febres Hemorrágicas da Faculdade de Medicina da USP. Grupos de pesquisas: Doenças infecciosas e resposta inflamatória tecidual do hospedeiro (pesquisador); Investigação Multidisciplinar em Patologia Tropical (pesquisador). Linhas de pesquisas: Desenvolvimento e implantação de métodos e técnicas para o estudo e diagnóstico das doenças infecciosas. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 7, coordenação de curso de pós-graduação em patologia (FMUSP); membro do comitê gestor (suplente); orientação de alunos (graduação, mestrado e doutorado).

 

Profa. Dra. Carla Pagliari:
Bióloga, doutora em ciências pela FMUSP com especialização em imunopatologia e vinculada ao curso de pós-graduação em Patologia das Febres Hemorrágicas. Grupos de pesquisas: Doenças infecciosas e resposta inflamatória tecidual do hospedeiro (pesquisador); Investigação Multidisciplinar em Patologia Tropical (pesquisador). Linhas de pesquisas: Estudo tecidual da resposta compartimentalizada fenotípica e de citocinas em doenças infecciosas e ou inflamatórias; Morfofisiopatologia de processos infecciosos e inflamatórios; Patologia de doenças infecciosas e parasitárias. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 7, professora de curso de pós-graduação em patologia (FMUSP).

 

Profa. Dra. Roosecelis Araújo Brasil:
Médica pela Universidade Federal do Pará (1997), doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo (2005) e residencia-medica pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (2001). Atualmente é funcionário da Universidade de São Paulo e Anátomo-patologista e Citopatologista da Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Anatomia Patológica e Patologia Clínica. Grupo de pesquisa: Estudo tecidual da resposta compartimentalizada fenotípica e de citocinas em doenças infecciosas e ou inflamatórias (pesquisador). Linhas de Pesquisas: Estudo tecidual da resposta compartimentalizada fenotípica e de citocinas em doenças infecciosas e ou inflamatórias. Atividades no projeto: pesquisador do subprojeto 7, professora de curso de pós-graduação em patologia (FMUSP).


 

Subprojetos

Sete subprojetos serão desenvolvidos em estreita colaboração entre a instituição executora (Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas) e as instituições colaboradoras (Seção de Hepatopatias do Instituto Evandro Chagas; Núcleo de Medicina Tropical e Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará; e Laboratório de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). São eles:

 

1) Desenvolvimento de um teste de ELISA rápido para detecção de anticorpos IgM para o vírus da Dengue e de um teste imunocromatográfico para o diagnóstico rápido do vírus dengue utilizando proteínas recombinantes do Envelope (E) e anticorpos monoclonais;
Até o momento foram obtidas seqüências completas para 51 cepas do VDEN (19 VDEN-1, 19 VDEN-2 e 13 VDEN-3) isoladas de pacientes com diferentes quadros clínicos (FD e FHD) residentes em diferentes estados do Brasil utilizando o seqüenciador Genome Sequencer FLX System – 454 (Roche Applied Sciences , Alemanha) e o kit comercial GS FLX Sequencing (Roche Applied Sciences ). As sequências foram analisadas em termos de genômica descritiva no que tange a determinação das características do genoma do VDEN e filogenia. Cepas de diferentes grupos filogenéticos (maior grau de divergência genética) serão utilizadas para construção de DNA recombinante (gene E) objetivando a expressão de proteínas recombinantes para os quatro sorotipos do VDEN que serão utilizadas para o desenvolvimento dos testes diagnósticos nos formatos ELISA e imunocromatográfico.

 

2) Desenvolvimento de um teste de ELISA para detecção de antígeno NS1 para o vírus da Febre Amarela;
Em etapa inicial do projeto, 13 cepas do VFA isoladas no Brasil foram completamente seqüenciadas correspondendo aos primeiros dados genéticos para o genoma completo de cepas Sul americanas recuperadas de artrópodes silvestres, humanos e casos de efeito adverso da vacina. As amostras foram seqüenciadas pelo método de pirosequenciamento empregando o seqüenciador Genome Sequencer FLX System e o kit comercial GS FLX Sequencing. As características genômicas (tamanho, regiões codificantes e não codificantes, sítios de clivagem, etc) do VFA foram observadas nos 13 isolados quando comparadas com genomas completos de cepas Africanas e da América Central. A análise filogenética identificou dois clados distintos, dos quais cepas representativas foram selecionadas (n=2) para produção de cDNAs referentes ao gene que codifica para a proteína NS1 objetivando a construção de proteínas NS1 recombinantes (antígeno NS1) que serão usadas para obtenção de anticorpos anti-NS1 (marcados e não marcados) para desenvolvimento do teste de ELISA para captura de antígeno NS1 do VFA e de real-time PCR.

 

3) Desenvolvimento de um modelo experimental de dengue para estudos da infecção causada por vírus dengue no Sistema Nervoso Central (encefalite e encefalomielite)
Desenvolvemos modelo experimental murino para investigação das manifestações neurológicas da DENGUE com foco na encefalite viral produzida pela variedade neurovirulenta associada à encefalites humanas. Estudamos as alterações neuropatológicas induzidas pela infecção experimental com ênfase na quantificação da resposta inflamatória cerebral através da detecção de microglias ativadas e astrócitos reativos em cérebros de camundongos neonatos que receberam duas inoculações com o homogenado cerebral infectado com o vírus, separadas por intervalo de sete dias. Nossos resultados revelaram após a segunda inoculação, mas não antes, uma intensa astrocitose reativa (Fig 3B) e intensa resposta inflamatória microglial (Fig 3C) em animais neonatos com sinais clínicos de meningoencefalite. Esses achados agora em fase de quantificação por técnicas estereológicas são de interesse para elucidação dos mecanismos fisiopatológicos das encefalites produzidas pelo vírus da dengue em particular, e possivelmente para outras espécies virais da família Flaviviridae. Completada a coleta de dados no modelo murino neonato, iniciou-se os estudos dedicados ao modelo adulto e senil presentemente em curso.

 

4). Desenvolvimento de estudos genéticos para associação do polimorfismo de genes KIR e seus grupos ligantes HLA-C e Dengue
O presente estudo aponta a investigação de associação do polimorfismo de genes KIR com formas clínicas da dengue. As amostras foram constituídas por 131 indivíduos não aparentados caracterizados como sintomáticos e 89 como oligossintomáticos, de acordo com extensivos critérios clínicos e avaliação epidemiológica. A presença ou ausência de treze genes KIR foram investigadas por PCR-SSP. A presença de KIR2DS5 foi significativamente associada com a forma oligossintomática (χ ²= 10,89; p=0,0012; pc=0,0156). Uma posterior associação foi observada com KIR2DL5, mas pode ser secundário a KIR2DS5, devido ambos loci estarem em forte desequilíbrio de ligação (χ2 =49,35; p<0,0001). Nenhuma associação com haplogrupos KIR e perfis foi observada. Uma vez que, relatos prévios sugeriam que a ativação de células NK correlaciona-se com formas brandas da dengue, nossos resultados permitem propor que a ligação de KIR2DS5 a formas clínicas oligossintomáticas de dengue, provavelmente ocorre devido ao aumento da atividade citolítica estimulatória de seus receptores. O presente estudo deve abordar ainda a influência de polimorfismos de genes KIR na Dengue hemorrágica.

 

5). Desenvolvimento de testes imunoenzimáticos e RT-PCR em tempo real para caracterização de infecções por hantavírus brasileiros;
Até o presente momento, 38 cepas de hantavírus isoladas de humanos e roedores em diferentes estados do Brasil (MT, PA, AM e MA) foram seqüenciadas ao nível do gene N (sequencias parciais, 450nt). A análise filogenética identificou, dentre as amostras seqüenciadas, três hantavírus distintos: Vírus Anajatuba (amostras do estado do MA); Vírus Castelo dos Sonhos (PA-Altamira, e MT); Laguna Negra (amostras de MT); e Rio Mamoré (Amostras do AM). As sequencias nucleotídicas obtidas foram usadas para o desenvolvimento de um qRT-PCR consenso para detecção e quantificação do genoma de hantavirus. Os hantavírus identificados estão em fase de cultivo (células E-6) para produção de estoque viral objetivando o sequenciamento completo do genoma e subsequente produção de antígenos recombinantes (nucleocapsídeo) que serão usados para o desenvolvimento do teste de ELISA para hantavírus.

 

6). Desenvolvimento e padronização de técnicas biomoleculares para detecção, quantificação e genotipagem dos vírus das hepatites B e D em casos de hepatite fulminante
Durante o primeiro ano foi priorizado a padronização biomolecular da metodolgia de PCR para detecção dos virus da hepatite B (VHB) e D (VHD) nos casos de hepatite fulminante (insuficiência hepática aguda) e a implantação da genotipagem desses vírus (VHB e VHD). Os genótipos desses vírus foram caracterizados em amostras de 14 pacientes com hepatite fulminante diagnosticados na Amazônia Oriental brasileira. As sequências obtidas de VHD mostraram que elas formaram um cluster com o genótipo 3 (VHD-3). Os genótipos de VHB F, A, e D foram encontrados em 50,0, 28,6 e 21,4% dos casos estudados, respectivamente. Esses resultados mostraram a predominância do genótipo VHD-3 na bacia Amazônica e sua associação com diferentes genótipos de VHB como causa de hepatite severa. O encontro da associação do VHD com diferentes genótipos de VHB sugere que a associação entre VHD com diferentes genótipos de VHB não é necessariamente seguida de quadros clínicos mais severos.

 

7). Febres Hemorrágicas virais: caracterização da resposta imune inata tecidual in situe o papel dos fenômenos vasculares
A análise ultra-estrutural dos casos de FHV não detectou evidências de necrose das células endoteliais, porém demonstrou sinais de ativação do endotélio (aumentos de pseudópodos e aumento dos canais transcelulares). Analisando os casos de FHV com método imuno-histoquímico evidenciamos um aumento do número de estruturas vasculares com células endoteliais ativadas (VCAM-1+) indicando um aumento da permeabilidade vascular sem regulação adequada das junções paraendoteliais (VE-caderina+) estimulados por fatores solúveis pró-inflamatórios, principalmente TNF-alfa. Concluímos que a expressão dessas moléculas de adesão, quando proporcional, exerce um papel regulador da permeabilidade vascular (Fig. 4).


 

Instituições participantes: Trabalho em rede

Diferentes Instituições nacionais (Quadro 1, Figura 2), farão parte do INCT-FHV cujos pesquisadores participarão como colaboradoras contribuindo substancialmente para o desenvolvimento de sete subprojetos propostos.Uma única rede será constituída em consonância com os propósitos do Instituto e estará diretamente vinculada com os objetivos do mesmo e com as atividades de pesquisa, formação de recursos humanos e transferência dos métodos diagnósticos desenvolvidos pelo projeto à rede de laboratórios de saúde pública do Ministério da Saúde. O funcionamento em rede permitirá que eventuais necessidades ou alterações internas de procedimentos sejam corrigidas, facilitará a troca de materiais e um acesso rápido às informações inerentes ao projeto. Também facilitará o intercâmbio de informações e nos treinamentos de curta e longa duração programados para o projeto.

 

 

Instituição

Tipo

Responsável

 

Local

 
     
 

Instituto Evandro Chagas (IEC), Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas

Coordenador/Sede do INCT-FHV

Pedro Fernando da Costa Vasconcelos

 

Belém, Pará

 
 

 

 
 

Instituto Evandro Chagas (IEC) Seção de Hepatopatias

Colaborador

Manoel do Carmo

 

Belém, Pará

 
 

 

 
 

Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Laboratório de Genética Humana e Médica

Colaborador

Eduardo José Melo dos Santos

 

Belém, Pará

 
 

 

 
 

UFPA-ICB
Laboratório de Neuro-Anatomia

Colaborador

Cristovam W.Picanço Diniz

 

Belém, Pará

 
 

 

 
 

UFPA
Núcleo de Medicina Tropical (UFPA-NMT), Laboratório Imunopatologia Experimental

Colaborador

Juarez Antônio Simões Quaresma

 

Belém, Pará

 
 

 

 
 

Universidade de São Paulo (USP) Faculdade de Medicina, Laboratório de Anatomia Patológica - UFPA-ICB, Laboratório de Neuro- Anatomia

Colaborador

Maria Irma Seixas Duarte

 

São Paulo

 
 

 

 
 

Instituto Butantan (IBU), Laboratório de Virologia

Colaborador

Isabel Maria Vicente G.C. Mello

 

São Paulo

 
 

 

 
 

Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Tocantins (LACEN-TO)

Colaborador

Maria Selma Soares

 

Tocantins

 
 

 

 
 

Universidade do Texas-Divisão Médica (UTMB), Galveston, EUA

Colaborador

Robert B.Tesh, Alan D.T. Barrett

 

EUA

 
 

 

 
 

Instituto Pasteur (IP), Laboratório de Virologia

Colaborador

Philippe Dussart

 

Caiena

 
 

 

 
 

IP, Laboratório de Flavivirus

Colaborador

Nathalie Pardigon

 

França

 
 

 

 
 

Universidade de Southampton (US), Departamento de Neuro Anatomia

Colaborador

Victor Hugh Perry

 

Inglaterra

 
 

 

 
 

Universidade de Massachussets Escola de Medicina-Worcester(UMASSMED)

Colaborador

Irene Bosch e Alan Rothman

 

EUA

 
 

 

 
 

Instituto Carlos Malbrán (ICM), Laboratório de Hantavírus

Colaborador

Paula Padula

 

Argentina

 
 

 

 
 

Universidade da Califórnia(UCAL),Berleley EUA

Colaborador

Eva Harris

 

EUA

 
 

 

 
 

CPqRR - Fiocruz de minas gerais

Colaborador

Olindo Martins Filho

 

Minas Gerais

 
 

 

 
 

Universidade Columbia

Colaborador

Ian Lipkin, Gustavo Palacios

 

EUA

 
 

 

 
 

Universidade de Gottingen

Colaborador

Olindo Martins Filho

 

Alemanha

 
     

 

Quadro 1 – Instituições nacionais e internacionais que constituem a Rede do INCT-FHV.

Figura 2 – Esquema da rede interinstitucional do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Febres Hemorrágicas Virais (INCT-FHV).

IP:Instituto Pesteur
UFPA:Universidade Federal do Pará;
UTMB: Universidade do Texas Divisão Médica - Galveston
IC: Universidade de Southampton
UMASSMED: Universidade de Massachussets - Worcester;
UCAL: Universidade da California
USP: Universidade de São Paulo
ICB: Instituto de Ciências Biológicas; 
NMT: Núcleo de Medicina Tropical;
LACEN-AP: Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Amapá;
LACEN-TO: Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Tocantins;
IBU: Instituto Butantan; 
ICM: Instituto Carlos Malbrán.


 

Sede

O INCT-FHV terá sua sede nas Instalações da Seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e ao Ministério da Saúde (MS) do Brasil localizado no município de Ananindeua (Rodovia BR-316 km 7 s/n - Levilândia - 67030-000) a aproximadamente 13 km de Belém, capital do Estado do Pará.


 

Missão

A missão do INCT-FHV é avaliar os principais mecanismos patogênicos que levam a alteração vascular, um dos mais importantes elementos associados à gravidade; investigar a participação da resposta imune inata e adquirida nos eventos lesionais teciduais e de seus fatores determinantes; desenvolver testes sorológicos e moleculares com maior sensibilidade, especificidade e rapidez, pois mesmo o diagnóstico molecular da maioria desses vírus ainda não é plenamente estabelecido, sendo incomum o método de PCR em tempo real para medir a carga viral, um dos aspectos que provavelmente tem participação crucial na patogenia da enfermidade e no desenlace e gravidade do quadro. Métodos: desenvolvimento de técnicas rápidas como ELISA-IgM rápido (dengue e febre amarela), testes cromatográficos (dengue), produção de proteína recombinante para uso como antígeno específico em testes de ELISA - IgM e IgG para hantaviroses nativas para uso em sorologia de um lado e de PCR em tempo real (dengue, febre amarela, hepatites e hantaviroses) e kits para detecção de antígenos NS1 (febre amarela) de outro podem ser determinantes para uma abordagem diagnóstica mais específica que aliado aos estudos de patologia, seja para detecção de antígenos virais seja para caracterização da resposta imune inata e adquirida, deverão gerar novas e importantes informações sobre a patogenia dessas enfermidades (dengue, febre amarela, hepatites B e D e hantaviroses).

 

Desse modo, serão analisados aspectos da resposta imune inata in situ para a patogenia das FHV nos órgãos alvo através da identificação do fenótipo das células e expressão de inúmeras citocinas, alterações da estrutura e dos possíveis mecanismos de ativação do endotélio vascular nas FHV através de análise ultra-estrutural, da quantificação da expressão de células CD34 e da expressão tecidual de VCAM-1. Finalmente, vamos desenvolver estudos genéticos para a caracterização de polimorfismos genéticos associados com formas severas de dengue.

 

Essas abordagens em conjunto devem gerar grandes informações sobre a fisiopatologia, patogenia e diagnóstico específico que devem facilitar as intervenções de controle das FHV mediante o repasse dos métodos para uso nos laboratórios de referência da Rede de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde com grande repercussão em saúde pública.

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